10/11/2017
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Lançamento VÁ SE BENZER Preta Gil ft. Gal Costa
Fonte da Notícia:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2017/11/09/interna_diversao_arte,639882/preta-gil-lanca-clipe-va-se-benzer.shtml


A cantora Preta Gil lançou nesta quinta-feira (9) o clipe da música Vá se benzer, uma parceria com a cantora Gal Costa. A música faz parte de Todas as cores, novo CD de Preta, lançado na segunda semana de outubro. O título do álbum levanta a bandeira da diversidade, pauta recorrente na carreira de Preta Gil.
Com pegada de axé na música e letra forte, o clipe é um manifesto contra o discurso de ódio difundido na internet pelos chamados haters. A cantora passou a expor os comentários ofensivos que faziam contra ela nas redes com a hashtag #vásebenzer, contextualizando o vídeo-manifesto que estava a caminho. No cenário do clipe, há os símbolos de curti e não curti, como referência aos julgamentos feitos por internautas.


LETRA 

Sou eu
Que fuma, que bebe, que dorme
Que fala, que grita, que morde
Que paga, que pede, que sofre

Sou eu
Que nasce devendo, que corre
Que é gueto, que é gay, que é pobre
Homem e mulher

Vá se benzer
Não banque o santo
Eu não pareço com você
Não acredito no que vejo na tv
Meu sangue é forte, de origem nobre
Negro, branco, índio eu sou

Eu, sou eu, diz ai quem é você
Sou eu, diz ai quem é você
Eu, sou, diz ai quem é você
Sou eu, diz ai quem é você

Sou eu
Que fuma, que bebe, que dorme
Que fala, que grita, que morde
Que paga, que pede, que sofre

Sou eu
Que nasce devendo, que corre
Que é gueto, que é gay, que é pobre
Homem e mulher

Vá se benzer
Não banque o santo
Eu não pareço com você
Não acredito no que vejo na tv
Meu sangue é forte, de origem nobre
Negro, branco, índio eu sou

Eu, sou eu, diz ai quem é você
Sou eu, diz ai quem é você
Eu, sou, diz ai quem é você
Sou, sou eu, diz ai quem é você
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18/01/2018
Motorista de Cristiano Araújo é condenado pelas mortes do cantor e da namorada, em Goiás
Decisão determina que ele cumpra 2 anos de detenção em regime aberto por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Casal morreu em acidente de carro em 2015.

O motorista Ronaldo Miranda foi condenado pelas mortes do cantor Cristiano Araújo, de 29 anos, e da namorada dele, Allana Moraes, de 19, em um acidente de carro em 2015, na BR-153, em Morrinhos, no sul goiano. Segundo a sentença, ele deve cumprir 2 anos e 7 meses de detenção, em regime aberto, pelo crime de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A decisão cabe recurso.

Miranda informou, por telefone à TV Anhanguera, que ainda não foi informado sobre a medida. O G1 tenta contato com o advogado do motorista, Ricardo Oliveira, mas as ligações não foram atendidas.

A decisão da juíza Patrícia Machado Carrijo foi tomada em 11 de janeiro, mas só foi divulgada nesta quinta-feira (18). A magistrada substituiu a pena privativa de liberdade pela prestação de serviços à comunidade e pela prestação pecuniária de 10 salários mínimos para uma entidade social que ainda será definida.

Além disso, a juíza determinou que Miranda pague R$ 25 mil a título de reparação dos danos causados aos sucessores de cada uma das vítimas. O motorista ainda teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por dois anos.

O casal morreu em um acidente na madrugada do dia 24 de junho de 2015, quando o sertanejo voltava para Goiânia após um show em Itumbiara, no sul do estado. Além dos namorados, que seguiam no banco traseiro sem cinto de segurança, também estavam no veículo o motorista e o empresário Victor Leonardo. Os dois últimos ficaram feridos, mas deixaram o hospital dias depois.

Negligente, imperito e imprudente
O delegado Fabiano Henrique Jacomelis, responsável pela investigação do caso, disse, na época, que o motorista foi negligente e imprudente, por, respectivamente, transitar com as rodas com danos e por dirigir em excesso de velocidade. Por isso, o indiciou por duplo homicídio culposo na direção de veículo automotor. Em seguida, o Ministério Público de Goiás denunciou Miranda pelos mesmos crimes.

Na decisão, a magistrada da Comarca de Morrinhos reforça que Miranda agiu com imprudência, negligência e imperícia. Para a juíza, ficou comprovada a autoria do crime por vários relatos, exames e laudos periciais.

Patrícia considera que o motorista foi negligente uma vez que tinha plena ciência sobre as condições precárias das rodas instaladas no veículo e do risco inerente da sua utilização no momento de sua condução.

A magistrada reforçou que todos os laudos atestaram excesso de velocidade. Um dos documentos, elaborado pela empresa Land Rover, fabricante do veículo, constatou que o automóvel trafegava a uma velocidade de 179 km/h cinco segundos antes do acidente. Assim, inexiste dúvidas de que estaria em velocidade superior ao da permitida para o trecho do acidente, qual seja 110 km/h, enfatizou a magistrada na decisão.

Durante audiência de instrução do processo, realizada em julho do ano passado, Miranda contestou a velocidade apontada pela Land Rover. Para ele, o veículo estava a 120 km/h, e não a 179 km/h. Na ocasião, o advogado do motorista explicou à equipe da TV Anhanguera que há três laudos sobre a velocidade do veículo e que cada um apontava um número diferente.

Um contesta o outro. São três laudos feitos por órgãos competentes e cada um apontando uma velocidade. Então a velocidade real não está determinada, não é conclusiva. A velocidade era de 179 km/h no [laudo] da Land Rover, 112 km/h na pericia da Triunfo Concebra [concessionária que administra a via], e 120 km/h na perícia da SSP [Secretaria de Segurança Pública], do Estado, alegou Oliveira, na época.

Sem cinto de segurança
Em relação à imperícia, a juíza ressaltou, na decisão, que ela ficou caracterizada pela ausência de qualificação ou treinamento adequado para exercer ou desempenhar a função de motorista.

Durante a audiência, Miranda disse que o casal viajava sem cinto de segurança. Ele afirmou à magistrada que o cantor não colocou o item porque gostava de vir deitado e que não insistiu para que usasse porque era seu patrão.

Se Cristiano e Allana estivessem utilizando o cinto de segurança poderiam, com 99% de chance, estarem vivos. Me sinto como vítima do acidente, pois foi uma fatalidade, disse Miranda à magistrada.

Apesar da alegação do motorista, a magistrada defende que o réu, na condição de condutor, também tinha responsabilidade sobre o uso de cinto de segurança por parte dos passageiros.
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