17/11/2017
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Simaria é diagnosticada com infecção aguda das vias aéreas e cancela 6 shows
Fonte da Notícia:
https://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2017/11/16/estado-de-saude-de-simaria-piora-e-dupla-cancela-seis-shows.htm?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=fb-tvefamosos&utm_content=geral


A cantora Simaria, da dupla sertaneja Simone & Simaria, foi diagnosticada com uma infecção aguda nas vias aéreas superiores. O problema de saúde obrigou a dupla a cancelar seis shows que faria entre os dias 15 e 19 de novembro nas cidades de Boa Vista (RR), Macapá (AP), Belém (PA), Santarém (PA), Tefé (AM) e Rio de Janeiro (RJ). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da dupla.
Simaria já estava apresentando o problema há alguns dias. De acordo com a assessoria, a artista passa bem e precisa apenas de repouso para se recuperar. Em nota oficial, a dupla lamentou o cancelamento e pediu a compreensão dos fãs. 
A estrutura do show em Roraima já havia sido montada quando a dupla anunciou o cancelamento. Os organizadores disseram que o dinheiro dos ingressos será devolvido ou os fãs poderão utilizá-los em uma nova data do show da dupla, que ainda será marcado. Os organizadores do Maratona da Alegria Villa Mix Festival, no Rio, que teria a participação de Simone e Simaria no final de semana também abriram a possibilidade de devolução do dinheiro do ingresso para o público que desistir de ir aos outros shows.
Na última sexta-feira (10), a dupla já havia cancelado outro show, desta vez em Taquarituba, no interior de São Paulo, mas o motivo foi a forte chuva que atingiu a cidade. No sábado, entretanto, a dupla gravou uma participação no Show da Virada, da Globo.

Nota oficial da dupla Simone e Simaria:

A Social Music e ÁudioMix, escritórios representantes da dupla Simone e Simaria, comunicam que, por motivos de saúde de Simaria Mendes - infecção aguda de vias aéreas superiores - os shows que seriam realizados entre as datas de 15 a 19 de novembro, nas cidades de Boa Vista (RR), Macapá (AP), Belém (PA), Santarém (PA), Tefé (AM) e Rio de Janeiro (RJ), serão cancelados. Simone e Simaria lamentam o ocorrido e contam com a compreensão e carinho de todos os fãs.
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18/01/2018
Motorista de Cristiano Araújo é condenado pelas mortes do cantor e da namorada, em Goiás
Decisão determina que ele cumpra 2 anos de detenção em regime aberto por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Casal morreu em acidente de carro em 2015.

O motorista Ronaldo Miranda foi condenado pelas mortes do cantor Cristiano Araújo, de 29 anos, e da namorada dele, Allana Moraes, de 19, em um acidente de carro em 2015, na BR-153, em Morrinhos, no sul goiano. Segundo a sentença, ele deve cumprir 2 anos e 7 meses de detenção, em regime aberto, pelo crime de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A decisão cabe recurso.

Miranda informou, por telefone à TV Anhanguera, que ainda não foi informado sobre a medida. O G1 tenta contato com o advogado do motorista, Ricardo Oliveira, mas as ligações não foram atendidas.

A decisão da juíza Patrícia Machado Carrijo foi tomada em 11 de janeiro, mas só foi divulgada nesta quinta-feira (18). A magistrada substituiu a pena privativa de liberdade pela prestação de serviços à comunidade e pela prestação pecuniária de 10 salários mínimos para uma entidade social que ainda será definida.

Além disso, a juíza determinou que Miranda pague R$ 25 mil a título de reparação dos danos causados aos sucessores de cada uma das vítimas. O motorista ainda teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por dois anos.

O casal morreu em um acidente na madrugada do dia 24 de junho de 2015, quando o sertanejo voltava para Goiânia após um show em Itumbiara, no sul do estado. Além dos namorados, que seguiam no banco traseiro sem cinto de segurança, também estavam no veículo o motorista e o empresário Victor Leonardo. Os dois últimos ficaram feridos, mas deixaram o hospital dias depois.

Negligente, imperito e imprudente
O delegado Fabiano Henrique Jacomelis, responsável pela investigação do caso, disse, na época, que o motorista foi negligente e imprudente, por, respectivamente, transitar com as rodas com danos e por dirigir em excesso de velocidade. Por isso, o indiciou por duplo homicídio culposo na direção de veículo automotor. Em seguida, o Ministério Público de Goiás denunciou Miranda pelos mesmos crimes.

Na decisão, a magistrada da Comarca de Morrinhos reforça que Miranda agiu com imprudência, negligência e imperícia. Para a juíza, ficou comprovada a autoria do crime por vários relatos, exames e laudos periciais.

Patrícia considera que o motorista foi negligente uma vez que tinha plena ciência sobre as condições precárias das rodas instaladas no veículo e do risco inerente da sua utilização no momento de sua condução.

A magistrada reforçou que todos os laudos atestaram excesso de velocidade. Um dos documentos, elaborado pela empresa Land Rover, fabricante do veículo, constatou que o automóvel trafegava a uma velocidade de 179 km/h cinco segundos antes do acidente. Assim, inexiste dúvidas de que estaria em velocidade superior ao da permitida para o trecho do acidente, qual seja 110 km/h, enfatizou a magistrada na decisão.

Durante audiência de instrução do processo, realizada em julho do ano passado, Miranda contestou a velocidade apontada pela Land Rover. Para ele, o veículo estava a 120 km/h, e não a 179 km/h. Na ocasião, o advogado do motorista explicou à equipe da TV Anhanguera que há três laudos sobre a velocidade do veículo e que cada um apontava um número diferente.

Um contesta o outro. São três laudos feitos por órgãos competentes e cada um apontando uma velocidade. Então a velocidade real não está determinada, não é conclusiva. A velocidade era de 179 km/h no [laudo] da Land Rover, 112 km/h na pericia da Triunfo Concebra [concessionária que administra a via], e 120 km/h na perícia da SSP [Secretaria de Segurança Pública], do Estado, alegou Oliveira, na época.

Sem cinto de segurança
Em relação à imperícia, a juíza ressaltou, na decisão, que ela ficou caracterizada pela ausência de qualificação ou treinamento adequado para exercer ou desempenhar a função de motorista.

Durante a audiência, Miranda disse que o casal viajava sem cinto de segurança. Ele afirmou à magistrada que o cantor não colocou o item porque gostava de vir deitado e que não insistiu para que usasse porque era seu patrão.

Se Cristiano e Allana estivessem utilizando o cinto de segurança poderiam, com 99% de chance, estarem vivos. Me sinto como vítima do acidente, pois foi uma fatalidade, disse Miranda à magistrada.

Apesar da alegação do motorista, a magistrada defende que o réu, na condição de condutor, também tinha responsabilidade sobre o uso de cinto de segurança por parte dos passageiros.
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