17/11/2017
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Despacito domina Grammy Latino com quatro prêmios
Fonte da Notícia:
https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/despacito-domina-grammy-latino-com-quatro-premios.ghtml


A música Despacito, sucesso de Luis Fonsi e Daddy Yankee, levou quatro Grammys Latinos na 18ª edição do prêmio, nesta quinta-feira (16), em Las Vegas.
A canção obteve os prêmios de melhor música do ano, melhor gravação, melhor fusão por sua versão com Justin Bieber, que alcançou o topo do ranking Hot 100 da Billboard, e melhor vídeo em versão curta.

-Este prêmio é trabalho em equipe, há muita gente envolvida. (...) Daddy Yankee, obrigada por se juntar, disse Fonsi ao receber o prêmio de melhor gravação, que dedicou, entre lágrimas, à sua família e à sua Porto Rico natal, que se recupera da devastação causada pelo furacão Maria.

O Grammy Latino de álbum do ano foi para Salsa Big Band, de Rubén Blades, com Roberto Delgado e sua orquestra.
O trabalho do veterano panamenho, o segundo gravado com seu compatriota Delgado e banda, levou também o prêmio de melhor álbum de salsa.
O rapper porto-riquenho Residente, que chegou com nove indicações ao Grammy, levou duas estatuetas: melhor álbum de música urbana por Residente, seu ambicioso projeto baseado em um estudo de seu genoma, e pela canção Somos anormales.

-A arte não tem a ver com números, então parem de falar de quantidade de seguidores, quantidade de views, e comecem a falar de música, disse.

O dominicano Vicente García levou o prêmio de melhor artista revelação, acumulando três Grammy, após seu A la mar, produzido por Eduardo Cabra, conquistar melhor álbum cantor/autor e melhor canção tropical, com Bachata en Kingston.
A maioria dos prêmios foi entregue na Premiere, uma cerimônia que antecede à grande festa transmitida pela TV, à qual nem Luis Fonsi, nem Daddy Yankee compareceram.

Entre os brasileiros premiados, estão Tiago Iorc, que levou o Grammy Latino de melhor álbum pop contemporâneo em língua portuguesa, com Troco likes ao vivo: um filme de Tiago Iorc, e Nando Reis, na categoria melhor álbum de rock ou música alternativa em língua portuguesa, com Jardim - Pomar.
Já o cantor Daniel levou o prêmio de melhor álbum de música sertaneja, com Daniel, enquanto Aline Barros venceu na categoria de melhor álbum de música cristã (língua portuguesa), com Acenda a sua luz, e Mart nália ganhou o prêmio de melhor álbum de samba/pagode, com + Misturado.
O prêmio de melhor álbum de Música Popular Brasileira foi para Edu Lobo, Romero Lubambo e Mauro Senise, por Dos navegantes, e o de melhor canção em língua portuguesa para Ana Vitória com Tiago Iorc, por Trevo (Tu).

Confira lista de ganhadores do Grammy Latino 2017:

Melhor álbum de pop contemporâneo em língua portuguesa
Troco Likes Ao Vivo: Um Filme De Tiago Iorc - Tiago Iorc

Melhor álbum de rock ou de música alternativa em língua portuguesa 
Jardim – Pomar - Nando Reis

Melhor álbum de samba/pagode
+ Misturado - Mart nália

Melhor álbum de música popular brasileira
Dos Navegantes - Edu Lobo, Romero Lubambo, Mauro Senise

Melhor álbum de música sertaneja
Daniel - Daniel

Melhor álbum de música de raízes brasileiras
Ao Vivo - Melodias Do Sertão - Bruna Viola

Melhor canção em língua portuguesa
Trevo (Tu) - Ana Caetano & Tiago Iorc, songwriters (AnaVitória Featuring Tiago Iorc)

Melhor álbum de música cristã (língua portuguesa)
Acenda A Sua Luz - Aline Barros

Gravação do ano
Despacito - Luis Fonsi Featuring Daddy Yankee

Álbum do ano
Salsa Big Band - Rubén Blades Con Roberto Delgado & Orquest

Canção do ano
Despacito - Daddy Yankee, Erika Ender e Luis Fonsi

Artista revelação 
Vicente García

Melhor álbum de vocal contemporâneo
El Dorado – Shakira

Melhor álbum de vocal tradicional
Salón, Lágrimas y Deseo - Lila Downs

Melhor fusão/interpretação urbana
Despacito (Remix) - Luis Fonsi e Daddy Yankee Featuring Justin Bieber

Melhor álbum de música urban
Residente - Residente

Melhor canção urban
Somos Anormales - Rafael Arcaute, Igor Koshkendey e Residente

Melhor álbum de rock
La Gran Oscilación - Diamante Eléctrico

Melhor álbum de rock/pop
Mis Planes Son Amarte – Juanes

Melhor canção de rock
Déjala Rodar - Juan Galeano
La Noche - Andrés Calamaro

Melhor álbum de música alternativa
Jei Beibi - Café Tacvba

Melhor canção alternativa 
Amárrame - Mon Laferte, songwriter (Mon Laferte Featuring Juanes)

Melhor álbum de salsa
Salsa Big Band - Rubén Blades Con Roberto Delgado & Orquesta

Melhor álbum de Cumbia/Vallenato
Ni Un Paso Atrás - Jorge Celedón y Sergio Luis Rodríguez

Melhor álbum tropical contemporâneo
Bidimensional – Guaco

Melhor álbum tropical tradicional
To Beny Moré With Love - Jon Secada Featuring The Charlie Sepúlveda Big Band

Melhor álbum de fusão tropical
Olga Tañón Y Punto - Olga Tañón

Melhor canção tropical
Bachata En Kingston - Vicente García, songwriter (Vicente García)

Melhor álbum cantor compositor 
A La Mar - Vicente García

Melhor álbu de música rancheira/mariachi
Las Caras Lindas - Flor De Toloache

Melhor álbum de música banda
Ayer y Hoy - Banda El Recodo De Cruz Lizárraga

Melhor álbum de música nortenha
Piénsalo - Los Palominos

Melhor canção regional
Siempre Es Así - Juan Treviño

Melhor álbum instrumental
Spain Forever - Michel Camilo & Tomatito

Melhor álbum de música folclórica 
Musas (Un Homenaje Al Folclore Latinoamericano En Manos De Los Macorinos, Vol. 1) - Natalia Lafourcade

Melhor álbum de tango 
Solo Buenos Aires - Fernando Otero

Melhor álbum de música flamenca
Memoria De Los Sentidos - Vicente Amigo

Melhor álbum de jazz latino/jazz
Dance Of Time - Eliane Elias

Melhor álbum de música cristã (língua espanhola)
Momentos - Alex Campos

Melhor álbum infantil latino
Marc Anthony For Babies - Vários Artistas

Melhor álbum de música clássica
Música De Compositores Costarricenses Vol. 2

Melhor obra/composição clássica contemporânea
Sonata Del Decamerón Negro - Leo Brouwer

Melhor projeto gráfico de um álbum
El Orisha De La Rosa

Melhor álbum de engenharia de gravação
Mis Planes Son Amarte

Produtor do ano
Eduardo Cabra

Melhor vídeo musical versão curta
Despacito - Luis Fonsi Featuring Daddy Yankee

Melhor vídeo musical versão longa
Musas, El Documental - Natalia Lafourcade
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18/01/2018
Motorista de Cristiano Araújo é condenado pelas mortes do cantor e da namorada, em Goiás
Decisão determina que ele cumpra 2 anos de detenção em regime aberto por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Casal morreu em acidente de carro em 2015.

O motorista Ronaldo Miranda foi condenado pelas mortes do cantor Cristiano Araújo, de 29 anos, e da namorada dele, Allana Moraes, de 19, em um acidente de carro em 2015, na BR-153, em Morrinhos, no sul goiano. Segundo a sentença, ele deve cumprir 2 anos e 7 meses de detenção, em regime aberto, pelo crime de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A decisão cabe recurso.

Miranda informou, por telefone à TV Anhanguera, que ainda não foi informado sobre a medida. O G1 tenta contato com o advogado do motorista, Ricardo Oliveira, mas as ligações não foram atendidas.

A decisão da juíza Patrícia Machado Carrijo foi tomada em 11 de janeiro, mas só foi divulgada nesta quinta-feira (18). A magistrada substituiu a pena privativa de liberdade pela prestação de serviços à comunidade e pela prestação pecuniária de 10 salários mínimos para uma entidade social que ainda será definida.

Além disso, a juíza determinou que Miranda pague R$ 25 mil a título de reparação dos danos causados aos sucessores de cada uma das vítimas. O motorista ainda teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por dois anos.

O casal morreu em um acidente na madrugada do dia 24 de junho de 2015, quando o sertanejo voltava para Goiânia após um show em Itumbiara, no sul do estado. Além dos namorados, que seguiam no banco traseiro sem cinto de segurança, também estavam no veículo o motorista e o empresário Victor Leonardo. Os dois últimos ficaram feridos, mas deixaram o hospital dias depois.

Negligente, imperito e imprudente
O delegado Fabiano Henrique Jacomelis, responsável pela investigação do caso, disse, na época, que o motorista foi negligente e imprudente, por, respectivamente, transitar com as rodas com danos e por dirigir em excesso de velocidade. Por isso, o indiciou por duplo homicídio culposo na direção de veículo automotor. Em seguida, o Ministério Público de Goiás denunciou Miranda pelos mesmos crimes.

Na decisão, a magistrada da Comarca de Morrinhos reforça que Miranda agiu com imprudência, negligência e imperícia. Para a juíza, ficou comprovada a autoria do crime por vários relatos, exames e laudos periciais.

Patrícia considera que o motorista foi negligente uma vez que tinha plena ciência sobre as condições precárias das rodas instaladas no veículo e do risco inerente da sua utilização no momento de sua condução.

A magistrada reforçou que todos os laudos atestaram excesso de velocidade. Um dos documentos, elaborado pela empresa Land Rover, fabricante do veículo, constatou que o automóvel trafegava a uma velocidade de 179 km/h cinco segundos antes do acidente. Assim, inexiste dúvidas de que estaria em velocidade superior ao da permitida para o trecho do acidente, qual seja 110 km/h, enfatizou a magistrada na decisão.

Durante audiência de instrução do processo, realizada em julho do ano passado, Miranda contestou a velocidade apontada pela Land Rover. Para ele, o veículo estava a 120 km/h, e não a 179 km/h. Na ocasião, o advogado do motorista explicou à equipe da TV Anhanguera que há três laudos sobre a velocidade do veículo e que cada um apontava um número diferente.

Um contesta o outro. São três laudos feitos por órgãos competentes e cada um apontando uma velocidade. Então a velocidade real não está determinada, não é conclusiva. A velocidade era de 179 km/h no [laudo] da Land Rover, 112 km/h na pericia da Triunfo Concebra [concessionária que administra a via], e 120 km/h na perícia da SSP [Secretaria de Segurança Pública], do Estado, alegou Oliveira, na época.

Sem cinto de segurança
Em relação à imperícia, a juíza ressaltou, na decisão, que ela ficou caracterizada pela ausência de qualificação ou treinamento adequado para exercer ou desempenhar a função de motorista.

Durante a audiência, Miranda disse que o casal viajava sem cinto de segurança. Ele afirmou à magistrada que o cantor não colocou o item porque gostava de vir deitado e que não insistiu para que usasse porque era seu patrão.

Se Cristiano e Allana estivessem utilizando o cinto de segurança poderiam, com 99% de chance, estarem vivos. Me sinto como vítima do acidente, pois foi uma fatalidade, disse Miranda à magistrada.

Apesar da alegação do motorista, a magistrada defende que o réu, na condição de condutor, também tinha responsabilidade sobre o uso de cinto de segurança por parte dos passageiros.
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