22/04/2016
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Zezé Di Camargo e Luciano festejam 25 anos de carreira e falam de futuro
Fonte da Notícia:
http://glo.bo/1porX50


Zezé Di Camargo e Luciano completam 25 anos de carreira neste mês de abril. Para celebrar, a dupla fará dois shows especiais, nos dias 29 e 30, no Espaço das Américas, em São Paulo. Além da apresentação no palco, o evento contará com uma exposição de fotos.

Antes da grande festa, Zezé e Luciano conversaram com o EGO relembrando momentos da carreira, revelaram planos para o futuro e garantiram que não existe nenhuma possibilidade de aposentadoria nem de separação da dupla. “Estar do lado do Zezé é um combustível que me move a vida. Nós só estivemos separados 11 anos do nascimento entre um e outro. Foi o tempo suficiente pra Deus saber que Zezé Di Camargo e Luciano não poderiam viver separados”, garantiu Luciano.

Segredo do sucesso:
Para a dupla, não existe um segredo específico para se manter no topo do sucesso durante os longos anos de carreira. “Acho que não existe um segredo. Se existisse, seria uma fórmula que a gente poderia até vender (risos)”, brincou Luciano. “Se existe, é estar atento ao que está acontecendo. Tem um momento que a música nem é a principal peça para se manter. É um negócio, que você tem que reaquecer como qualquer outro. Eu sempre falo que não sou cantor, sou operário da música. Então você tem que estar trabalhando o tempo todo naquilo”, completou Zezé.

Erros na carreira:
Os irmãos acreditam que, ao longo dos anos, os acertos superaram os problemas, mas admitem que cometeram muitos erros. Eles concordam, por exemplo, com uma falha: a aposta na faixa “Teorias” como música de trabalho em 2014. “Acreditamos que seria um grande sucesso e naquele ano ela não ficou nem entre as 10 mais tocadas. Para um outro artista, poderia até ser um erro fatal”, comentou Luciano.

Zezé lembrou ainda que o erro poderia ter se repetido no ano seguinte se tivessem apostado em “Se for pra judiar” logo em seguida. A dupla optou por “Flores em vida” e a faixa foi um grande sucesso nas rádios.

Planos para o futuro:
Depois de virarem tema de filme e enredo para o carnaval, Zezé e Luciano devem ter sua história contada nos palcos. O plano de um musical já é antigo, mas foi adiado por conta do carnaval. “Mas vamos fazer, sim, o musical ‘2 filhos de Francisco’. Vai ter a homenagem”, garantiu Luciano, que falou também sobre o projeto de gravação de um DVD acústico ainda esse ano. “Já tem alguns anos que pedem pra gente, nosso publico cobra muito”, contou.

Zezé, que está cuidando da produção do projeto, falou sobre as ideias de repertório. “Queria um DVD regravando músicas que não foram grandes sucessos. A gente brinca que vo nome vai ser ‘Zezé e Luciano acústico – As rejeitadas’ (risos)”.

Outro plano de Zezé, mas desta vez em voo solo, é a produção de um livro. “Quero fazer um livro com várias poesias e pedaços de música, que já escrevi. Já tenho até o nome: Pieces (pedaços)”, adiantou ele. O projeto pode ter um certo atraso. Isso porque, após o celular do cantor travar, ele perdeu pelo menos 15 poemas já escritos, além de 45 músicas inéditas. “Minha sorte é que algumas músicas estão já com outros artistas”.

A dúvida mesmo é sobre novas edições do cruzeiro “É o amor”. “Por incrível que pareça, todas as vezes que fizemos o navio não foi para ganhar dinheiro. Foi uma festa linda. Se tiver que acontecer, a gente faz, sim. Mas enquanto o dólar estiver mais alto que c* de girafa, eu não vou enfrentar, não”.

Aposentadoria
Zezé e Luciano são daqueles artistas que garantem que nunca vão se aposentar. E nem se separar, como disse Luciano há alguns anos no palco de um show em Curitiba. “Eu falei uma vez e, por ironia do destino, falei em cima do palco que eu iria parar de cantar, mas isso não tem como. Está na minha veia”, disparou Luciano.

Zezé também garantiu que seguirá nos palcos, mesmo tendo investimentos em outras áreas, como gado e empreendimentos imobiliários. “Música é a alma da gente. Deus nos deu esse dom de graça. São as duas horas que passam mais rápido na minha vida quando estou no palco cantando. Passa mais rápido que duas horas de sexo (risos).”

(Foto: Iwi Onodera / EGO)
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18/01/2018
Motorista de Cristiano Araújo é condenado pelas mortes do cantor e da namorada, em Goiás
Decisão determina que ele cumpra 2 anos de detenção em regime aberto por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Casal morreu em acidente de carro em 2015.

O motorista Ronaldo Miranda foi condenado pelas mortes do cantor Cristiano Araújo, de 29 anos, e da namorada dele, Allana Moraes, de 19, em um acidente de carro em 2015, na BR-153, em Morrinhos, no sul goiano. Segundo a sentença, ele deve cumprir 2 anos e 7 meses de detenção, em regime aberto, pelo crime de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A decisão cabe recurso.

Miranda informou, por telefone à TV Anhanguera, que ainda não foi informado sobre a medida. O G1 tenta contato com o advogado do motorista, Ricardo Oliveira, mas as ligações não foram atendidas.

A decisão da juíza Patrícia Machado Carrijo foi tomada em 11 de janeiro, mas só foi divulgada nesta quinta-feira (18). A magistrada substituiu a pena privativa de liberdade pela prestação de serviços à comunidade e pela prestação pecuniária de 10 salários mínimos para uma entidade social que ainda será definida.

Além disso, a juíza determinou que Miranda pague R$ 25 mil a título de reparação dos danos causados aos sucessores de cada uma das vítimas. O motorista ainda teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por dois anos.

O casal morreu em um acidente na madrugada do dia 24 de junho de 2015, quando o sertanejo voltava para Goiânia após um show em Itumbiara, no sul do estado. Além dos namorados, que seguiam no banco traseiro sem cinto de segurança, também estavam no veículo o motorista e o empresário Victor Leonardo. Os dois últimos ficaram feridos, mas deixaram o hospital dias depois.

Negligente, imperito e imprudente
O delegado Fabiano Henrique Jacomelis, responsável pela investigação do caso, disse, na época, que o motorista foi negligente e imprudente, por, respectivamente, transitar com as rodas com danos e por dirigir em excesso de velocidade. Por isso, o indiciou por duplo homicídio culposo na direção de veículo automotor. Em seguida, o Ministério Público de Goiás denunciou Miranda pelos mesmos crimes.

Na decisão, a magistrada da Comarca de Morrinhos reforça que Miranda agiu com imprudência, negligência e imperícia. Para a juíza, ficou comprovada a autoria do crime por vários relatos, exames e laudos periciais.

Patrícia considera que o motorista foi negligente uma vez que tinha plena ciência sobre as condições precárias das rodas instaladas no veículo e do risco inerente da sua utilização no momento de sua condução.

A magistrada reforçou que todos os laudos atestaram excesso de velocidade. Um dos documentos, elaborado pela empresa Land Rover, fabricante do veículo, constatou que o automóvel trafegava a uma velocidade de 179 km/h cinco segundos antes do acidente. Assim, inexiste dúvidas de que estaria em velocidade superior ao da permitida para o trecho do acidente, qual seja 110 km/h, enfatizou a magistrada na decisão.

Durante audiência de instrução do processo, realizada em julho do ano passado, Miranda contestou a velocidade apontada pela Land Rover. Para ele, o veículo estava a 120 km/h, e não a 179 km/h. Na ocasião, o advogado do motorista explicou à equipe da TV Anhanguera que há três laudos sobre a velocidade do veículo e que cada um apontava um número diferente.

Um contesta o outro. São três laudos feitos por órgãos competentes e cada um apontando uma velocidade. Então a velocidade real não está determinada, não é conclusiva. A velocidade era de 179 km/h no [laudo] da Land Rover, 112 km/h na pericia da Triunfo Concebra [concessionária que administra a via], e 120 km/h na perícia da SSP [Secretaria de Segurança Pública], do Estado, alegou Oliveira, na época.

Sem cinto de segurança
Em relação à imperícia, a juíza ressaltou, na decisão, que ela ficou caracterizada pela ausência de qualificação ou treinamento adequado para exercer ou desempenhar a função de motorista.

Durante a audiência, Miranda disse que o casal viajava sem cinto de segurança. Ele afirmou à magistrada que o cantor não colocou o item porque gostava de vir deitado e que não insistiu para que usasse porque era seu patrão.

Se Cristiano e Allana estivessem utilizando o cinto de segurança poderiam, com 99% de chance, estarem vivos. Me sinto como vítima do acidente, pois foi uma fatalidade, disse Miranda à magistrada.

Apesar da alegação do motorista, a magistrada defende que o réu, na condição de condutor, também tinha responsabilidade sobre o uso de cinto de segurança por parte dos passageiros.
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